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DIA DO ESCRIVÃO - 05/NOV

Escrivão da Polícia Civil de MT relata experiências da carreira de mais de 16 anos

04/11/2018 - 08:40

Assessoria | PJC-MT

Escrivão Claudionor Teixeira- Central de Flagrantes de Várzea Grande.

A atividade de escrivão de polícia, sem dúvida, é uma daquelas profissões para pessoas vocacionadas. Ter o dom, gostar de trabalhar horas a fio em procedimentos policiais, ouvindo relatos de vítimas, testemunhas, suspeitos e, muitas das vezes,  abdicar da família e amigos por ter sido chamado na delegacia para um flagrante ou mesmo e, quase sempre, em razão de ser o único escrivão da unidade policial. 

Mais espinhos do que flores, a carreira de escrivão de polícia é como todas as demais atividades de polícia, seja ela desempenhada pelo investigador ou o delegado, é carregada de responsabilidade, mas também de amor ao ofício, para aqueles que souberam superar as adversidades da função.

Com 16 anos de polícia, o escrivão  Claudionor Teixeira dos Santos, Classe Especial, casado, pai de uma filha, conhece bem o ofício. Atualmente no plantão da Central de Flagrantes de Várzea Grande, conta que dentro da Polícia Judiciária Civil de Mato Grosso, desde seu ingresso em 2002, vivenciou diversas funções. Foi escrivão cartorário, tendo passado por delegacias com altas demandas criminais, como a Delegacia Especializada de Roubos e Furtos de Cuiabá (Derf), quando ainda funcionava na Avenida Fernando Correa da Costa; Delegacia Especializada de Entorpecentes (DRE); antigo Centro Integrado de Segurança e Cidadania (Cisc Norte, atual 2ª Delegacia de Polícia), assistente de direção na Diretoria Metropolitana e Força Nacional.

Nas horas vagas ainda auxilia a Polícia Civil em eventos oficiais como mestre de cerimônia. Ele também é professor da Academia de Polícia, na disciplina Polícia Comunitária.

"Valeu por todas as experiências que passei. Já fui cartorário, chefe de cartório, operacional e trabalhei no administrativo", afirma o policial.

A Força Nacional foi uma das mais significantes experiências de sua vida policial e pessoal. No período de 2012 a 2014 participou do treinamento ofertado pelo Ministério da Justiça, para selecionar profissionais de várias áreas da Segurança Pública do País, destinado a compor a Força Nacional para atuar em estados com altos índices de crimes de homicídios dolosos.

Após ser aprovado no exaustivo treinamento com práticas ostensiva e investigativa,  foi para a cidade de Maceió, capital do Estado de Alagoas. "Foi à melhor experiência que um escrivão de polícia poderia ter, pela oportunidade de manter contato com profissionais de vários estados da federação. Nossa produtividade era cobrada diariamente e tínhamos que resolver 10 casos por mês. O resultado foi a redução dos homicídios", conta.

Para Claudionor, a troca de experiência com outros profissionais das Polícias Civis de estados da federação, mostrou que os policiais mato-grossenses estão no mais alto nível, tanto pela dedicação e comprometimento à frente dos cartórios das delegacias de polícia de diferentes municípios, quanto pela excelência do trabalho que desenvolvem.

Muito desse bom desempenho, acredita o escrivão, é devido às transformações, as quais a Polícia Judiciária Civil de Mato Grosso vem passando ao longo dos anos, que trouxeram melhorias na vida do policial, a exemplo, cita o Sistema GEIA, que foi criado e desenvolvido pelo escrivão Ricardo Rodrigues Barcelar, da fábrica de Software da Academia de Polícia.

"Essa ferramenta foi aprovada por todos os profissionais cartorários. Proporciona armazenamento seguro, padronizado das peças e economia de tempo nas lavraturas, além de outras funções como banco de dados e relatórios", afirma.

Oportunidade

Sobre ser escrivão de polícia, para Claudionor Teixeira o concurso foi uma oportunidade para deixar a atividade comercial de vendas e seguir a carreira policial. Ele lembra que sabia, à época, o que representavam os cargos de escrivão e investigador, e acabou optando por ser escrivão, nunca se arrependeu.

"Eu já tinha noção do que era a carreira policial. E com o tempo aprendi que o escrivão de polícia não é simplesmente um registrador, guardião de objetos apreendidos, materializador de atos ou desenvolvedor de procedimentos investigativos. Ele é o produtor de provas essenciais à persecução da ação penal", afirma.

Seja na rotina de um cartório de delegacia ou na correria de um plantão policial, Claudionor define o escrivão de polícia com um "exímio escritor de incontáveis histórias de vida narradas do começo ao fim, com tema, introdução, desenvolvimento e conclusão".

Segundo ele, a rotina de trabalho exige que a pessoa seja centrada, atenta e organizada, pois tudo isso fará diferença nas diversas peças de procedimentos lavrados e concluídos. "É onde se mensura a qualidade do seu feito. Mas como qualquer outro trabalhador, o escrivão precisa saber que está sujeito a falhas e necessita estar em constante aprendizado, em permanente busca e aprimoramento do conhecimento", disse.

Escrivão Plantonista

Depois de vivenciar a atividade diária das autuações e registros de inquéritos policiais dos cartórios de delegacias, passar para o plantão exige adaptações do organismo para os diferentes turnos do dia e da noite. "Trabalhamos durante o dia ou à noite, conforme a escala pré-estabelecida, o que nos priva, muitas vezes, de compromissos pessoais à noite, nos finais de semana e feriados", relata Claudionor

Além de preparo físico e psicológico, por conta das longas horas de trabalho, especialmente, noturnas, Claudionor Teixeira revela que o escrivão precisa ser rápido, prático e eficiente. "O grande número de ocorrências que aportam na unidade durante o turno, exige celeridade nas lavraturas. Isso é rotina comum de um plantão", assevera.

Claudionor assevera que muitas vezes o trabalho do plantonista é tido como mais fácil em relação ao cartorário de expediente. "São trabalhos diferenciados. Cada um traz em si, a sua peculiaridade. A verdade é que a tecnicidade e complexidade do trabalho do escrivão de polícia, o torna diferenciado ante os demais profissionais da Segurança Pública, e primordial à instituição e sociedade", analisa.

Dia do Escrivão

A data 5 de novembro foi instituída como o Dia do Escrivão de Polícia, por ser também o dia que nasceu Ruy Barbosa, um dos mais renomados escritor, poeta, professor,  jurista e senador da República do Brasil.

O Escrivão de Polícia é o responsável pela guarda, preparo e encaminhamento do Inquérito Policial a Justiça. É peça fundamental e imprescindível ao bom trabalho de atividade de polícia judiciária. Também é um dos responsáveis pela formalização da investigação criminal, atuando de forma direta na produção  e materialização de provas nos autos do inquérito policial.

"Parabenizo  todos os colegas escrivães de polícia que seguem firme a nossa gloriosa instituição, conforme o nosso hino 'com firmeza, garra e dedicação', se posicionando como um dos pilares na árdua batalha de proteção à sociedade", parabenizou o escrivão de polícia, Claudionor Teixeira dos Santos.

Para o delegado geral da PJC, Fernando Vasco Spinelli Pigozzi, os 694 escrivães ativos hoje na Polícia Civil nem perto refletem a necessidade da instituição, perante o tamanho do papel que esses profissionais desempenham todos os dias nos cartórios das delegacias de polícia. "O escrivão é o principal responsável pela formalização da investigação criminal. Com zelo e comprometimento atua na busca de provas para materializar o inquérito policial enviado à Justiça”, parabenizou o delegado geral, Fernando Vasco, todos os escrivães da Polícia Judiciária Civil de Mato Grosso pelo seu dia, 5 de novembro.

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